quinta-feira, 25 de junho de 2009

Profissões do futuro


Já pensou em ser glaciologista?

Heitor Kuser, presidente do Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Econômico e Social (IBDES), fala sobre algumas profissões que começam a despontar e destaca “a importância de se compreender um pouco de tudo”
Por Ricardo Lacerda e Marcos Graciani


Administrador de caos urbano, conselheiro de aposentadoria, analista de saúde humana, glaciologista. Incomuns hoje, estas são apenas algumas das "profissões do futuro", segundo Heitor Kuser, presidente do Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Econômico e Social (IBDES), que tem como missão promover o desenvolvimento das profissões. "O mais importante, na verdade, são as pessoas. Se o profissional for de fato profissional, certamente terá destaque em suas atividades", explica Kuser.

Para ele, as pessoas precisarão saber cada vez mais sobre vários assuntos. "Elas terão que ser especialistas em generalidades, entender e conhecer um pouco de tudo, e por um motivo simples: a informação, em si, está disponível, virou commodity", explica. Um dos temas que ele mais tem debatido diz respeito à sustentabilidade do planeta. "Todas as profissões em que as pessoas estiverem voltadas ao relacionamento institucional, ao compromisso com a sustentabilidade da família, da profissão e do planeta, terão seu espaço garantido", afirma.

Segundo Kuser, no futuro, os consumidores passarão a fazer exigências diferentes das que fazem hoje. Na indústria, por exemplo, a preocupação não será apenas com o produto final, mas também com a origem da matéria-prima. "Todas as áreas demandarão profissionais com essa visão e comprometimento. Não basta o engenheiro químico se preocupar com o que coloca nos produtos se o departamento de marketing da empresa encomendar uma embalagem não sustentável", diz Kuser.
Uma nova profissão que começa a despontar e está diretamente ligada à sustentabilidade é a dos glaciologistas, profissionais que estudam as calotas polares e os problemas ambientais relacionados ao aquecimento global. Entre outras funções também relacionadas a boas práticas ambientais está a do administrador de caos urbano, que trabalha com mobilidade de trânsito. Profissão que também ganha espaço é a do analista da saúde humana, cuja especialidade é ler e interpretar exames médicos para encaminhar o paciente ao profissional indicado. "Em Londres, isso já existe", comenta Kuser.

Enquanto nascem novas profissões, algumas outras - bastante tradicionais, por sinal - correm o sério risco de cair no ostracismo. Uma delas é a de relações públicas. "As empresas não sabem o que isso quer dizer. Contratando um vendedor, os empresários pensam que ele poderá fazer a função de RP, mas é claro que não terá a técnica necessária", explica. Kuser compara o definhamento do mercado de relações públicas com o de jornalismo. "Existe uma confusão entre marketing, comunicação e publicidade", critica. O especialista destaca, também, que os economistas têm carreiras que começam a entrar em declínio. "A década de 80 teve grande expressão dos economistas por causa da hiperinflação. Hoje, retomamos as profissões tecnológicas. Os economistas tiveram sobrevida na crise, mas com o enfraquecimento dela já estão saindo de cena."
Se, por um lado, existem profissões que começam a perder valor, muitas outras vão surgindo. Além das já mencionadas, Kuser aponta ainda oportunidades em mercados bastante incipientes. Entre eles, ganham destaque os de gestão de patrocínios, gestão de relações com clientes e fornecedores, conselheiro de aposentadoria, designer de games, profissionais de ensino à distância e especialista em segurança de internet.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

As melhores Industrias para se começar um negócio


Vivemos uma crise criativa e não uma crise financeira. Vivemos uma crise de pessoas sem habilidades criativas e não uma crise de pessoas inteligentes. Tá faltando cérebro para inventar, braços para executar, e coração para fazer as coisas por paixão e não apenas por dinheiro.
Não faltam oportunidades para quem estuda e quer fazer diferente.
Algumas indústrias que se mostram abertas a novas negócios são:


1. Aplicativos para iPhone. Já são mais de 50 mil aplicativos a venda na iTunes, mais de 1 bilhão de aplicativos vendidos, 40 milhões de iPhones vendidos no mundo. Se você criar algo para o iPhone, pode vender no mundo inteiro sem sair de casa. Tá esperando o quê? Software é a indústria do século. Serviço puro, sem estoque, só cérebro.
2. Saúde. O sistema de saúde no mundo é terrível. Se você ficar doente é melhor ir direto para cova para não ter que depender dos parcos hospitais que tem por ai. Sem falar da medíocre condição intelectual dos médicos. O sistema precisa de novos hospitais, novos modelos de clínicas, novos modelos de atendimento, aplicação de tecnologia e muito mais. Quem vai investir nesse negócio que tem cliente saindo pelo ladrão?
3. Software como Serviço. Estamos a caminho das nuvens. O tempo de comprar software na prateleira de uma loja está com os dias contados. Vai ser tudo pela web, download, e na melhor das condições nem baixar você vai precisar, é tudo nas nuvens. Software, mais uma vez, o grande negócio do século, entre nessa.
4. Produtos Zen. Todos que lêem esse post precisa por baixo de um psicólogo, terapeuta ou psicanalista. Tá todo mundo louco e carente. Todos precisam de ajuda. A vida está um stress só. SPAs, coachings de tudo quanto é coisa, palestrante de auto ajuda, igreja que promete um lote no céu, tá tudo e alta. Quando você vai abrir a sua lojinha zen na web?
5. Escolas, Escolas, Escolas. Faltam escolas técnicas, escolas morais, escolas éticas, escolas corporativas. Nós precisamos de novos formatos, novos professores, novas tecnologias, novas metodologias. Quando você vai abrir a sua escola?
6. Alimentação. O tempo tá curto. A mulherada não cozinha mais. A família não compartilha a mesa na hora da refeição. Tá todo mundo ficando gordo. Nós precisamos de alimentação de verdade, qualidade, inteligente. Nós precisamos de novos restaurantes, em novos modelos, rápidos, saudáveis, que nos deixam trabalhar, fazer reuniões, comer em paz. Cade o seu restaurante?
7. Verde, Verde, Verde. Construtora verde, comida verde, computador verde, segurança verde, escola verde, software verde, professor verde, livro verde, livraria verde, caneta verde, lâmpada verde, carro verde, seguro de vida verde, governo verde. Preciso falar mais alguma coisa? Verde na cabeça!
8. Consultores e Serviços Profissionais. As grandes empresas não contratam mais. Os empregos estão nas pequenas empresas. Entretanto, as pequenas empresas não tem braços para fazer marketing, vendas, tecnologia, recursos humanos, produtos etc. Quem vai ajudá-las a ter a infraestrutura necessária para serem relevantes?
9. Tecnologia. Você vende ferro ou bytes? Seja lá o que for que você faz, mete um chip no negócio. Se você faz lousa para escolas, comece a fabricar lousas eletrônicas; se você edita livros, considere seriamente a possibilidade de vende e-books. A Intel, Microsoft e o mundo Linux tem tecnologia de sobra para você embarcar nos seus produtos e serviços. Quando você vai fazê-lo?
10. Funcionários Temporários. Outsourcing, Outsourcing, Outsourcing, quem precisa de funcionário full-time na empresa? De fato, quase ninguém. A grande maioria das tarefas não precisam dos funcionários o tempo todo. As empresas precisam do SISTEMA funcionando o tempo todo. As pessoas não. Nós precisamos de funcionários talentosos temporariamente. Precisa dobrar as vendas em 48 horas? Contrate um gerente de clientes bala para entrar com os dois pés no peito de 40 clientes em 24 horas. Precisa de um web site? Contrate um grupo de pessoas capazes de entregar o site em 30 dias e depois desmantele a equipe. A manutenção pode ser feita por "um vinte e cinco avos de uma pessoa". Entendeu a matemática?
11. Energia. Internet por energia elétrica, carro movido a álcool, avião movido a energia solar, trem movido a água, computador movido a vento. A natureza é poderosa. O mundo precisa de novos maneiras de ligar os produtos que tanto amamos.


Vivemos uma recessão. Recessão de gente criativa, corajosa, disposta a mobilizar diferentes entidades para reinventar a sociedade que vive. Vamos que vamos, passar por um vale até que poucos e brilhantes seres humanos reinventem as indústrias que tocam o planeta.


Você vai ser um deles?


Fonte: Bizrevolution (http://www.bizrevolution.com.br/)

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Programa captura opiniões pessoais expressas em textos

Programa captura opiniões pessoais expressas em textos
A empresa japonesa NEC anunciou o desenvolvimento de um programa de computador capaz de extrair opiniões expressas em textos escritos, capturando os pontos de vista subjetivos de um escritor a respeito de um determinado assunto.Tecnicamente chamado de método de cálculo da distribuição das características de sentenças, o programa extrai as sentenças que expressam opiniões, diferenciando-as das frases que simplesmente descrevem determinado tópico.Indicador de reputação empresarialSegundo a empresa, a tecnologia foi desenvolvida para extrair opiniões e avaliações individuais sobre produtos ou marcas expressas em blogs, questionários e vários outros tipos de conteúdo escrito.O programa produz resultados que podem ser entendidos como uma espécie de "indicador de reputação" de determinada empresa ou produto, tudo extraído de forma automática e contínua.Analisador de subjetividadePara distinguir entre frases que falam sobre determinado assunto e frases que expressam opiniões, o programa analisa a continuidade dos tópicos e calcula a subjetividade ou "topicalidade" das várias sentenças que aparecem antes ou depois de cada sentença analisada.Analisando informações disponíveis pela Internet, como blogs, sites de notícias, respostas a questionários ou registros feito por atendentes de um call-center, o programa determina as opiniões individuais, calcula índices de avaliação e determina o índice de aprovação versus desaprovação de um determinado evento, produto ou serviço.Novos serviçosOs programas desse tipo atualmente disponíveis extraem informações sobre a reputação empresarial ou de produtos analisando a proximidade entre o nome do produto ou marca e termos como "bom", "ruim", "caro", "barato" etc.Contudo, esses programas não conseguem extrair informações de frases muito curtas, principalmente quando o sujeito da sentença não é explícito, ou de frases muito longas, onde a opinião está mesclada com descrições diretas.A empresa planeja usar a tecnologia de captura de reputação em novos serviços de busca, serviços de análises para marketing e para uso em sistemas de relacionamento com clientes (CRM).