sexta-feira, 22 de agosto de 2008

HARLEY DAVIDSON - Um Mito sobre duas rodas

Lembram-se quando comentei sobre a Halley Davidson em nossa aula? Veja este artigo sobre este mito americano:

A partir da quinta-feira, pelo menos 200 mil motos Harley-Davidson vão mudar a rotina da cidade de Milwaukee, no Estado americano de Wisconsin. Durante três dias, com direito a uma megafesta às margens do Lago Michigan, será celebrado o centenário da Harley, que virou um ícone da geração da contracultura - símbolo de liberdade, rebeldia e da vida on the road (na estrada).
A cidade está agitada desde o dia 17, data em que os proprietários de Harley do mundo inteiro - os 'harleyros' - foram convocados para 'a volta para casa'. Desde o chamado, Milwaukee tem recebido 15 mil turistas por dia. Na celebração, haverá shows de blues e rock, visitas à fábrica, exposições e queima de fogos. A entrada é livre na maioria dos eventos. Os locais mais disputados, como a 'grande festa', porém, são pagos e os ingressos precisam ser adquiridos com antecedência. O engenheiro gaúcho Ricardo Arino, de 40 anos, está empolgadíssimo com a viagem. 'É imperdível. Festa melhor somente a dos 200 anos', aposta. Depois do encontro, Arino vai percorrer um trecho da Rota 66, estrada de 4 mil quilômetros que liga Los Angeles a Chicago, cortando oito Estados.
A primeira Harley-Davidson nasceu numa garagem de Milwaukee em agosto de 1901. William Harley e Arthur Davidson usaram uma lata de molho de tomate no lugar do carburador e adaptaram um singelo motor a gasolina em uma bicicleta comum. Sem querer, criaram a mais tradicional fábrica de motos do mundo, dona de um design clássico inconfundível, que foi apresentado ao público pela primeira vez em 1903. Aos poucos, a marca Harley-Davidson tornou-se sinônimo de um estilo de vida. 'Qualquer trajeto a bordo de uma Harley, por mais simples que seja, é um ato de rebeldia. Qualquer brisa é um vento de liberdade', define o historiador inglês John Monikki.
Sílvio Avila/ÉPOCA
VETERANOSXisto, Ternes, Ricardo e Arino (da esq. para a dir.) embarcam no dia 26 para o centenário da Harley
A construção do mito contou com um empurrão e tanto da indústria cinematográfica. O ronco inconfundível da Harley dividiu a cena com galãs e astros do rock. Na década de 50, Elvis Presley decorou o cenário de um show com uma Harley. Pouco tempo depois, Dennis Hopper e Peter Fonda atravessaram os Estados Unidos num modelo Chopper em Sem Destino (Easy Rider, 1969), embalados por uma trilha sonora que incluía Jimi Hendrix, The Birds e Steppenwolf. Hopper e Fonda associaram a Rota 66 à história da Harley e criaram o ideal de liberdade em cima da moto. A obra mais recente foi Exterminador do Futuro 2, em que Arnold Schwarzenegger devora o asfalto com uma Fat Boy.
A Harley-Davidson começou como um ícone de jovens rebeldes, mas com o tempo seu perfil mudou. A moto baratinha, comprada pelos hippies nos leilões de motos velhas da polícia, virou objeto de culto, adquirido por senhores endinheirados de meia-idade. Seus principais compradores hoje são profissionais liberais entre 35 e 50 anos. O preço - um exemplar com acessórios pode custar R$ 140 mil - e o fato de ser indicada para passeio, não para correr, acaba deslocando a atenção dos jovens para as motos japonesas, mais ágeis e baratas. Com peças pesadas e resistentes, a Harley perde em velocidade e tecnologia para os modelos modernos do mercado. Ela evoluiu, mas conservou o design clássico. A mais recente, a futurista VRSC V-ROD, apresentada em 2000 antecipando o centenário, foi feita em parceria com a fábrica de automóveis alemã Porsche em edição limitada. A V-ROD tem 115 cavalos de potência e motor de 1.130 cilindradas. 'É agressiva e bem musculosa', comenta Lúcio Palmer, engenheiro de 35 anos, que viu o modelo em exposição nos Estados Unidos. A preciosidade foi desenvolvida com a participação do piloto alemão de Fórmula 1 Michael Schumacher e custa R$ 295 mil.

Fonte: Epoca on line - maio-2003
http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EDG59541-6014,00.html

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