sábado, 27 de dezembro de 2008

A economia do Grátis


A economia do grátis

Os custos da tecnologia digital e da infra-estrutura da internet tendem a zero - e os serviços do mundo online, também.

Show da banda inglesa Radiohead: para os músicos,
a distribuição gratuita das faixas pela internet é
parte integral do modelo de negócios

É possível entregar produtos e serviços de graça e ainda assim ganhar dinheiro? Pelo menos no mundo online, a resposta é sim, e a economia do grátis é uma tendência inevitável, de acordo com uma idéia levantada por Chris Anderson, editor da revista Wired. Anderson, que deve publicar um livro sobre o tema no segundo semestre de 2008, argumenta que muitos dos custos ligados à tecnologia da informação -- sejam eles de armazenamento, de processamento ou de telecomunicações -- estão caindo de forma vertiginosa e tendem a zero. "O custo de guardar ou transmitir 1 kilobyte de dados é tão baixo que nem é mais medido. Em pouco tempo, o mesmo vai ser verdade para 1 megabyte e, no momento seguinte, para 1 terabyte", escreveu ele num artigo recentemente publicado na revista inglesa The Economist. Esse movimento formidável de aumento de capacidade com redução de custos -- expresso de forma definitiva na Lei de Moore, que afirma que a cada 18 meses dobra o poder de computação dos microchips e os preços caem pela metade -- já tem impacto claro em algumas indústrias, como a da música. Outro caso clássico é o Google, empresa que deve passar dos 15 bilhões de dólares de faturamento neste ano oferecendo a imensa maioria de seus serviços de graça. Mas existem efeitos não tão óbvios assim. A indústria da televisão, por exemplo, tem de se transformar por causa da emergência de serviços como o YouTube, que se aproveita dos custos decrescentes de infra-estrutura tecnológica para oferecer uma coleção virtualmente infinita de vídeos, com a comodidade de se assistir somente o desejado, na hora mais conveniente. De uma maneira ou de outra, argumenta Anderson, todos os negócios tocados pela internet -- e eles são muitos -- vão ser influenciados pela economia do grátis.
Muitos dos inúmeros serviços gratuitos oferecidos na internet são pagos com o dinheiro dos anunciantes. Esse modelo de negócios, que tradicionalmente se aplicou à TV aberta e ao rádio, está se expandindo. No negócio da música, a equação é um pouco diferente: o dinheiro vem cada vez mais das performances ao vivo e menos da venda de discos. Mas a distribuição gratuita de faixas é essencial para angariar fãs e, conseqüentemente, fazer boas turnês. Em outubro, a banda de rock inglesa Radiohead ganhou as manchetes ao lançar um disco pela internet. Supostamente cansados da "exploração injusta" das gravadoras, eles decidiram cortar o intermediário e oferecer suas músicas num site. Os fãs poderiam pagar quanto quisessem pelo disco -- ou simplesmente baixá-lo de graça (pesquisas posteriores indicaram que somente 40% dos fãs fizeram uma contribuição, de 6 dólares em média). "Hoje, ganhamos dinheiro principalmente fazendo shows", disse Thom Yorke, o líder da banda, numa entrevista recente. O negócio das gravadoras, que sempre se baseou na venda de gravações e na distribuição de produtos físicos, pode estar diante da maior crise de sua história. Mas, para os músicos, a doação de suas criações e até mesmo a disseminação de suas músicas por meio da pirataria passaram a ser parte integral da viabilidade econômica.
A abundância da tecnologia digital também está por trás de um dos modelos de negócios mais inovadores dos últimos tempos, o das empresas aéreas de baixo custo. Graças a novos e modernos sistemas de informação, as mais agressivas empresas aéreas européias podem cobrar menos de 10 dólares por uma passagem dentro do continente. É evidente que uma viagem custa muito mais caro que isso, e os custos são cobertos com a venda de uma série de outros serviços, como refeições nos vôos, manuseio de bagagem e diversos itens relacionados a viagens, como aluguel de carros e diárias de hotéis. E, é claro, essas empresas também têm vantagens econômicas ao planejar suas rotas sempre envolvendo aeroportos secundários, que oferecem taxas de operação muito mais baixas que as dos grandes centros. Ao redefinir o negócio da

aviação em torno do transporte aéreo "quase gratuito", em vez de simplesmente vender passagens, essas empresas mudaram para sempre o setor -- e ganharam muito dinheiro com isso. A maior delas, a irlandesa RyanAir, faturou 3,2 bilhões de dólares no ano fiscal de 2007, um crescimento de 32% em relação ao período anterior, e os lucros aumentaram 42%, atingindo 626 milhões de dólares. As operadoras de telefonia celular adotam um modelo de negócios semelhante ao oferecer aparelhos cada vez mais sofisticados de graça em troca de contratos de longa duração e da garantia de receitas com os serviços. É claro que não existe quase nada efetivamente de graça na vida, incluídos aí os proverbiais almoços grátis que ficaram célebres nas declarações do Nobel de Economia Milton Friedman. Mas a economia do grátis deve prosperar como nunca nos proximos anos.


Fonte: Sérgio Teixeira Jr. EXAME

domingo, 30 de novembro de 2008

INTERNET PELA REDE ELETRICA


Internet pela tomada chega à Grande São Paulo em 2009




A AES Eletropaulo Telecom anunciou que vai oferecer internet pela rede elétrica a partir do primeiro trimestre de 2009. O serviço será baseado na tecnologia BPL (Broadband Powerline), que permite o tráfego de dados de alta capacidade por meio de qualquer tomada de uma residência.A apresentação oficial da tecnologia aconteceu nesta quinta-feira, em São Paulo. 150 residências já testavam o sistema na capital paulista, desde novembro de 2007. De lá para cá, R$ 20 milhões já foram gastos no piloto da tecnologia.“A AES Eletropaulo Telecom identificou no BPL pela sua característica de utilizar a rede elétrica, uma sinergia que poderia lhe dar – além de capacidade de tráfego – velocidade na expansão da rede, chegando a regiões ainda não atendidas. Neste contexto, combinamos o domínio que já tínhamos em infra-estrutura de fibra óptica com a potencialidade que esta tecnologia nos traz”, afirma Teresa Vernaglia, diretora-geral da AES Eletropaulo Telecom. Preço e velocidadeA companhia garantiu que a velocidade real de acesso por prédio é de 80 Mbps, pois haverá distribuição entre os moradores clientes. Segundo a empresa, os valores conforme o projeto e os clientes.Segundo Teresa Vernaglia, a velocidade que pode ser oferecida hoje via rede elétrica é equivalente às outras formas de acesso. “Um diferencial é que o BPL mantém a mesma taxa de download e upload. Isso com a vantagem de não precisar passar novo cabeamento”, disse.Teresa, porém, não revelou o preço final aos usuários.

terça-feira, 16 de setembro de 2008

PREMIOS PARA INOVAÇÕES

Extraído de www.bizrevolution.com

Você deve pagar bem, você deve simplificar e encurtar o acesso do funcionário ao topo da empresa, você deve criar uma missão estimulante para a empresa, e acima de tudo, você deve manter uma comunicacão super proativa com todos os funcionários, e se não der tempo, com os funcionários talentosos. Antes que eles cairam fora da empresa.

Funcionário talentoso é aquele que está sempre afim de crescer e fazer a empresa bombar. Qualquer retrocedida da empresa, (um negócio perdido que interessava para o funcionário), pode afetar o tesão dele pela empresa se a razão da perda dos negócios (às vezes proposital e válida) não for comunicada a ele.

Se você é chefe de pessoas em uma empresa onde criatividade, capital humano e inovação são muito importantes para o futuro do negócio (praticamente todas as empresas hoje em dia), você deveria investir pelo menos 40% do seu tempo com as pesssoas.

Algumas atividades "chão-de-fábrica" e "tira-a-bunda de trás do monitor de plasma de 17 polegadas" são:

1. Visitar todos os departamentos da empresa, sem exceção. Fazer perguntas sobre o trabalho das pessoas, mostrar-se interessado, fazer perguntas difíceis e que levem as pessoas a pensar.

2. Colher feedback das pessoas sobre o que acontece na empresa, dos gerentes aos porteiros.

3. Tomar café-da-manhã com grupos de funcionários semanalmente. Almoço também serve. Esse deve ser um compromisso semanal, agenda bloqueada, sem furos.

4. Enviar e-mails semanais ou quinzenais sobre o status da empresa, resultados, vendas, índices de performance, elogios aos melhores funcionários, notícias do mercado, desafios pela frente.

5. Manter um blog, o blog do diretor ou presidente, onde publica o que ouve pela empresa, e permite a publicação de comentários, mesmo que sejam anônimos.

6. Desenvolvimento da equipe de staff, empresa sem gerentes firmes e coesos não anda para frente, dedique tempo 1-a-1 com cada um dos gerentes que se reportam para você. Deixe sempre claro que aqueles que não corresponderem aos mais altos padrões de gestão serão convidados a se retirar.

7. Criação de sessões de work-out onde grupos de trabalho são formados para discutir as questões levantadas por todos.

8. Dedicação prioritária aos funcionários cruciais para o sucesso da empresa. Exemplo, se o futuro da empresa depende da equipe de programadores de sistemas, invista um tempo além da conta com essa equipe.

9. Promova incansavelmente a missão da empresa. Aprenda a ser um contador de histórias que distribui "causos" de sucesso entre os funcionários, e torna lendárias algumas histórias de funcionários que foram além para surpreender os clientes. É importante que os funcionários percebam que a empresa leva outras coisas em consideração além do lucro final.

10. Por último, faça perguntas, o tempo todo, para todos os funcionários, em todos os encontros que puder participar. Uma pergunta matadora que fala tudo sobre a cultura de uma empresa é "A seu ver, quem dá duro será recompensado?".

Se não der para fazer essas 10 coisas, faça uma delas, mas faça alguma coisa com consistência e frequência.

ARREBENTA!

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Links de livros de Marketing e auto-ajuda

Vejam quantos livros interessantes (ou nem tanto!)

acesse: www.agilitymarketing.com.br/.../carreira.htm

E esta história de 8 Ps....

Pessoal,

Lembro-me que uma colega comentou a respeito dos 8 Ps de Marketing.

Pesquisei e aí está:

Os 8 P’s do Marketing de Serviços

1º P – Product elements (Produto) – Todos os componentes do desempenho do serviço que criam valor par os clientes.
Os gerentes devem selecionar as características do produto principal (bem ou serviço) e o pacote de elementos suplementares que o envolvem, com relação aos benefícios desejados pelos clientes e ao grau de desempenho dos produtos concorrentes.

2º P – Place and time (Lugar e Tempo) – Decisões gerenciais sobre quando,onde e como entregar serviços aos clientes.
A entrega de elementos do produto para os clientes envolve decisões sobre o lugar e o tempo da entrega e pode envolver canais de distribuição física ou eletrônica (ou ambos), dependendo da natureza do serviço que esta sendo fornecido. As empresas podem entrega o serviço diretamente para os clientes ou para organizações intermediárias, tais como os pontos de varejo de outras empresas que recebem uma porcentagem do preço de venda para executar certas tarefas associadas a vendas, serviços e contato com o cliente.

3º P – Processo – Um método particular de operações ou séries de ações, normalmente envolvendo passos que precisam ser dados em uma seqüência definida.
A criação e entrega de elementos do produto aos clientes exigem o projeto e implementação de processos eficazes. O processo descreve o método e a seqüência dos sistemas operacionais de serviços. É provável que processos mal concebidos irritem os clientes devido à entrega lenta, burocrática e ineficaz do serviço. Da mesma forma, processos deficientes dificultam o bom desempenho do pessoal da linha de frente, resultam em baixa produtividade e aumentam a probabilidade de falhas nos serviços.

4º P – Produtividade e qualidade
Produtividades – O grau de eficácia com que os insumos de serviço são transformados em produtos que adicionam valor para os clientes.
Qualidade – O grau em que um serviço satisfaz os clientes ao atender suas necessidades, desejos e expectativas.
Produtividade e qualidade, muitas vezes abordadas separadamente, devem ser vistas como duas faces da mesma moeda. Nenhuma empresa de serviço pode se dar ao luxo de abordar qualquer elemento em separado. A produtividade melhorada é essencial para manter os custos sob controle, mas os gerentes precisam cuidar para não reduzirem indevidamente os níveis de serviços, o que será lamentado pelos clientes o e talvez também pelos funcionários. A qualidade do serviço, tal como definida pelos clientes, é essencial à diferenciação do produto e para aumentar a fidelidade do cliente. Entretanto, investir na melhoria da qualidade sem entender o balanço entre custos e incrementos na receita pode colocar em risco a rentabilidade da empresa.


5º P – Pessoas – Profissionais e, às vezes, outros clientes envolvidos na produção do serviço.
Muitos serviços dependem de interação direta e pessoal entre os clientes e os funcionários de uma empresa (como ao cortar o cabelo ou comer em um restaurante). A natureza dessas interações influencia muito as percepções da qualidade do serviço pelo cliente. Os clientes geralmente julgarão a qualidade do serviço que recebem em grande parte pela avaliação das pessoas que estão fornecendo o serviço. Empresas de serviço bem-sucedidas empenham considerável esforço no recrutamento, treinamento e motivação de seus profissionais, principalmente – mas não exclusivamente – daqueles que entram em contato direto com os clientes.

6º P – Promoção e educação – Todas as atividades e incentivos de comunicação destinados a aumentar a preferência do cliente por um determinado serviço ou fornecedor de serviço.
Nenhum programa de marketing pode ter sucesso sem um programa de comunicação eficaz que proporcione promoção e educação. Esse componente desempenha três papéis cruciais: fornecer informações e conselhos necessários, persuadir os clientes-alvo quanto aos méritos de um determinado produto e incentivar os clientes a entrarem em ação em momentos específicos. No marketing de serviços, grande parte da comunicação é, por natureza, educacional, particularmente para clientes novos. As empresas podem precisar ensinar-lhes os benefícios do serviço, onde e quando obtê-lo e como participar dos processos de serviço. As comunicações podem ser feitas por indivíduos como vendedores e treinadores ou por meio de mídia como televisão, rádio, jornais, revistas, outdoors, folhetos e sites da Internet.

7º P – Physical evidence (Evidência física) – Pistas visuais ou outras pistas tangíveis que ofereçam evidências da qualidade do serviço.
A aparência de edifícios, jardins, veículos, mobília interior, equipamentos, membros do quadro de pessoal, placas, material impresso e outras indicações visíveis fornecem evidência tangível da qualidade do serviço de uma organização. As empresas de serviço precisam administrar cuidadosamente a evidência física porque esta pode exercer um impacto profundo sobre as impressões dos clientes. Em serviços dotados de poucos elementos tangíveis, como seguros, a propaganda é frequentemente utilizada para criar símbolos significativos. Um guarda-chuva, por exemplo, pode simbolizar proteção, e uma fortaleza, segurança.

8º P – Preço e outros custos do serviço – Despesas em dinheiro, tempo e esforço que os clientes incorrem ao comprar e consumir serviços.
O preço e outros custos do componente serviço remetem a administração aos vários custos incorridos pelos clientes para obterem benefícios do produto do serviço. As responsabilidades não se limitam às tarefas tradicionais de estabelecer o preço de venda aos clientes, fixação de margens para o comércio e definição de condições de crédito, os gerentes de serviços também reconhecem e buscam minimizar outros custos em que os clientes podem incorrer ao comprarem e utilizarem um serviço, entre os quais, tempo, esforço físico e mental e experiências sensoriais negativas.

Fonte: Serviços: marketing e gestão – Christopher Lovelock e Lauren Wright

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

ONDE ENCONTRAR IDEIAS

Turma, este texto eu peguei do site www.bizrevolution.com.br - cheio de "sacadas sobre Marketing" entre outros assuntos interessantes.

Prof Edson.


Onde Encontrar Idéias.

Eu pego as idéias para os meus textos de todos os lugares onde eu passo e de todas as pessoas que eu falo todos os dias. Todo canto do planeta tem idéias bacanas para construir as nossas idéias. O título da manchete do jornal do dia, a frase tirada de uma letra de música e as pequenas coisas que acontecem com você durante o dia podem servir de inspiração para explorar a sua criatividade e motivá-lo a escrever.

Veja alguns lugares onde eu vou buscar inspiração.

1. Pesquisas de Mercado. Leia, acompanhe e debulhe pesquisas de mercado. Seja um tarado por fatos, datas, preços, quantidades, tamanhos, dimensões. Muitas vezes uma idéia para um artigo sobre liderança pode nascer a partir dos números de MBAs que se formam esse ano no Brasil.

2. Banca de Revistas. Mergulhe na banca mais próxima da sua casa em busca de revistas que você nunca folheou na vida. Leia revistas e jornais com o objetivo de desenvolver novas maneiras de escrever, ou pontos de partida para futuros artigos. Busca por drama, motivação e sentimentos dos seres humanos.

3. Ouça Música. O refrão de uma música pode ser a semente de uma bela história ou artigo. Música relaxa, libera as preocupações e ajuda você a expandir o seu lado criativo.

4. Outras Pessoas. Brinque de "E Se?". Experimente questionar os membros da sua família e amigos sobre questões controversas e idéias que alimentam discussões.

5. Revistas de Tecnologia e Ciência. Leia para entender quais são as últimas descobertas e avanços tecnológicos.

6. Show de Comédia. Assista a programas de humor na televisão (preferência DVD) ou rádio. Esse programas são excelentes exemplos de caracterização de personagens e idéias. Estude os personagens. Reflita sobre os atributos que tornam os personagens inesquecíveis para você. Essa iniciativa ajuda você a criar histórias que os seus leitores irão se lembrar.

7. Os Clássicos. Os grandes livros sempre irão inspirar as grandes mentes. A leitura de um bom livro irá ajudá-lo a melhorar a sua escrita e linguagem.

8. Internet. A busca na web em qualquer campo de atuação abre a sua frente centenas de idéias. Surfar na web apenas por surfar pode geralmente despertar uma nova idéia sobre um novo projeto. A internet irá ajudá-lo também a ver o que já foi feito.

9. Fotografias. A foto de um lugar pode estimular uma idéia, um artigo, um projeto. Se uma imagem emocionar você, mas nenhuma idéia vier a sua cabeça, guarde a foto para uso futuro. Você pode começar um processo criativo ao encontrar uma foto e criar uma história ou um fato sobre ela.

10. Livros de Psicologia. Um livro sobre psicologia é repleto de informação sobre o caráter, personalidade, atitudes e comportamentos do ser humano. Um bom livro de psicologia é uma excelente fonte de motivação e entendimento sobre o comportamento humano.

11. Comerciais de Televisão. Esses pequenos filmes de 30 segundos geralmente tocam o que é mais sensível e importante para o consumidor. 99% dos comerciais contam excelentes histórias em apenas 30 ou 60 segundos. Experimente usar o mesmo formato para criar a sua história, artigo ou idéia.

12. Eventos da Vida. Use um pequeno incidente da sua vida para contar uma história sobre como as coisas são. Por exemplo, após um check up de rotina você descobre que é perfeitamente saudável. Porque não escrever uma história onde o médico diz ao paciente que irá morrer em 24 horas?

13. Produtos de Consumo. Os produtos que você encontra na prateleira do super mercado representam a vida como ela é nos dias de hoje. O que você pode aprender com uma caixa de cereal?

14. Livros de Crianças. Os livros de crianças oferecem temas básicos que podem ser adaptados e expandidos para novas histórias. Além disso, os livros infantis são uma excelente maneira de aprender a traduzir problemas complexos em uma linguagem simples que até uma criança de 5 anos de idade consegue entender.

15. Idosos. Os nossos avós tem memórias fantásticas sobre suas vidas. Converse com os seus avós, tios, bisavós e amigos sobre suas vidas. As possibilidades de se criar poderosas histórias são infinitas. Experimente!

16. Anúncios de Revistas. Eu tenho o hábito de ler uma revista de cabo a rabo, incluindo todos os textos de todos os anúncios publicitários. Um anúncio de revista, quando bem feito, conta uma história em poucas palavras. Use a idéia, o conceito, e expanda. Além disso, os anúncios mostram as tendências atuais do mundo em que vivemos. Leia quantas revistas você puder!

17. Pessoas na multidão. Escolha uma pessoa na multidão, observe os seus movimentos, o que você pode aprender, o que você vê?

O quê mais?

Por Ricardo Jordão Magalhães

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Fazendo negócios no exterior? Uma simples gafe pode arruinar você

Fazendo negócios no exterior? Uma simples gafe pode arruinar você
De Gary Stoller

A globalização tornou negócios no exterior mais comuns do que nunca. Mas, diariamente, negócios são colocados em risco ou perdidos quando os parceiros estrangeiros são ofendidos por americanos não cientes dos costumes, cultura ou modos dos países, dizem especialistas em etiqueta.
Eles cometem 'faux pas' (uma gafe ou lapso de etiqueta) ao viajarem, ao se encontrarem com um estrangeiro aqui ou na comunicação por telefone ou Internet.

Gere beijou a atriz Shilpa Shetty em evento contra a Aids em Nova Déli, Índia. Um mandado de prisão emitido e bonecos com sua imagem queimados

Mickey Rooney violou o protocolo do Reino Unido, ao beijar a mão da Rainha Elizabeth na embaixada em Washington

"Os americanos são informais demais em seus contatos com seus pares no exterior e acabam sendo vistos como impolidos ou mesmo ofensivos", disse P.M. Forni, um professor de literatura e civilização italiana da Universidade Johns Hopkins. "Inocência, estupidez ou arrogância fazem com que se comportem em Chipre da mesma forma que se comportariam em Cleveland."

Políticos e celebridades não estão imunes, gerando vídeos de gafes para talk shows de fim de noite. Em maio, o ator Mickey Rooney causou rebuliço no Reino Unido ao violar o protocolo e beijar a mão da Rainha Elizabeth na embaixada britânica em Washington, D.C. Em abril, Richard Gere beijou repetidamente a atriz Shilpa Shetty no rosto em um evento de conscientização da Aids em Nova Déli, Índia, um país onde demonstrações públicas de afeto costumam ser tabu. Um tribunal indiano emitiu um mandado de prisão contra ele e manifestantes irados queimaram imagens do ator. O mandado foi posteriormente revogado.
O presidente Bush usou uma imprecação enquanto conversava com o primeiro-ministro britânico Tony Blair, em um encontro de cúpula na Alemanha no ano passado. Ele também esfregou os ombros da chanceler alemã Angela Merkel enquanto falava com o primeiro-ministro italiano Romano Prodi. Muitos europeus ficaram ofendidos porque o encontro de cúpula era uma ocasião formal e consideraram as ações como depreciadoras.
ETIQUETA NO EXTERIOR
Argentina
É rude perguntar às pessoas no que trabalham. Espere até que informem
Bahrein
Nunca exiba sinais de impaciência, considerada um insulto. Se for oferecido chá, aceite
Camboja
Nunca toque ou passe algo sobre a cabeça de um cambojano; ela é considerada sagrada
China
Como na maioria das culturas asiáticas, evite acenar ou apontar os pauzinhos, colocá-los verticalmente em uma tigela de arroz ou batucá-los na tigela; estas ações são consideradas extremamente rudes
Cingapura
Se você planeja dar um presente, sempre dê para a empresa; um presente para uma pessoa é considerado subornobr> Egito
Mostrar a sola do pé ou cruzar as pernas enquanto estiver sentado é um insulto. Nunca uso o polegar para cima, considerado um gesto obsceno Espanha
Sempre peça sua conta quando jantar fora na Espanha. É rude aguardar pelo garçom trazer sua conta antecipadamente Filipinas
Nunca se refira à anfitriã de um evento como "hostess", cuja tradução é prostituta
França
Sempre permaneça calmo, educado e cortês durante encontros de negócios; nunca pareça excessivamente amistoso, porque isto pode ser interpretado como suspeito. Nunca faça perguntas pessoais
Grécia
Se precisar fazer sinal para um táxi, abrir os cinco dedos é considerado um gesto ofensivo se a palma da mão estiver para fora; mantenha-a para baixo com os dedos fechados
Índia
Evite dar presentes feitos de couro, porque muitos hindus são vegetarianos e consideram as vacas sagradas, tenha isto em mente ao levar clientes indianos a restaurantes. Piscar é visto como um gesto sexual
Japão
Nunca escreve em um cartão de visita ou o coloque no bolso de trás; Isto é desrespeitoso; segure o cartão com ambas as mãos e leia-o cuidadosamente. É educado pedir desculpas freqüentes nas conversas
Malásia
Se receber um convite de um associado de negócios, responda por escrito. Evite usar a mão esquerda, considerada impura
México
Se visitar a casa de um associado de negócios, não toque no assunto de negócios a menos que o associado o faça
República Dominicana
Quando falar com alguém, não manter um bom contato com os olhos pode ser interpretado como falta de interesse
Vietnã
Aperte a mão apenas de alguém do mesmo sexo que lhe oferecer a mão. Contato público entre homens e mulheres é desaprovado
Dicas:
Sue Fox, autora de 'Business Etiquette for Dummies'

Deslizes que complicam ainda mais acordos já difíceis Robert Burns, o proprietário americano do CC Bloom's Hotel em Phuket, Tailândia, disse que insultou ou embaraçou inadvertidamente os tailandeses várias vezes. Durante suas primeiras reuniões comerciais na Tailândia há poucos anos, ele começava os encontros falando de negócios.
"Isto é errado", ele disse. "Eu descobri rapidamente que estava criando problemas ao falar de negócios antes de almoçar e ao dar início à conversa."
Terry Buchen, de Williamsburg, Virgínia, disse que cometeu o erro de fazer perguntas pessoais a um escocês em sua primeira viagem a negócios à Inglaterra em 1994. Buchen perguntou ao homem sobre sua esposa e filhos durante uma conversa informal. "Ele disse categoricamente que não era da minha conta", lembrou o consultor de campos de golfe. "Eu então lhe perguntei sobre o tempo e não conseguia fazer o sujeito parar de falar a respeito."
"Os americanos freqüentemente não percebem quão consternador o fato de serem diretos pode ser para pessoas de culturas diferentes", disse David Solomons, executivo-chefe da CultureSmart Consulting, com sede em Londres. A empresa tem uma série de guias para viajantes e presta consultoria para corporações.
A consultora de etiqueta Syndi Seid, de San Francisco, disse que uma cliente, uma empresa de Seattle, perdeu um grande negócio nos anos 90 porque não entendeu a cultura de negócios de uma empresa japonesa. Durante as negociações, a empresa americana, que Seid não identificou, convidou os representantes da empresa japonesa a virem a Seattle, mas por meses os representantes tiveram dificuldades para obtenção dos vistos. A impaciente empresa americana enviou altos executivos pra o Japão para fechar o negócio.
O tiro saiu pela culatra porque a empresa japonesa estava animada em visitar os Estados Unidos e foi alienada pela falta de paciência dos americanos em desenvolver uma afinidade entre as empresas.
Seid disse que outra cliente não identificada, uma empresa do Vale do Silício, quase perdeu um negócio há cinco anos quando um alto executivo de uma empresa francesa chegou à Califórnia em um vôo no fim da tarde. A empresa americana mandou uma limusine pegá-lo às 19h30, mas nenhum representante da empresa estava presente. A empresa achou que o francês preferiria descansar no hotel após um longo vôo e planejava pegá-lo na manhã seguinte. Mas o francês se ofendeu porque nenhum representante da empresa o recebeu no aeroporto.
"Os franceses jantam mais tarde que às 19h30 e ele achou que seria levado para jantar", lembrou Seid. "Isto quase arruinou o acordo."
Em muitas culturas, a família de alguém define o indivíduo, disse Terri Morrison, co-autora de um livro de etiqueta para negócios, 'Kiss, Bow, or Shake Hands' ('beijo, abraço ou aperto de mãos'). "Portanto, cometer um erro no nome de uma pessoa é quase um insulto pessoal."
Pegue o exemplo da prática chinesa de colocar o sobrenome primeiro. "Chamar o presidente chinês Hu Jintao de 'presidente Tao' é consternador, como chamá-lo de presidente George, ou Bubba", ela disse.
Morrison disse que já viu executivos americanos olharem para cartões de visita de clientes latino-americanos e não perceberem que o sobrenome espanhol do pai é listado primeiro, seguido pelo da mãe. Por exemplo, 'señor Juan Antonio Martinez Garcia' deve ser tratado como 'senõr Martinez', ela disse.
Ranjini Manian, que dirige uma empresa em Chennai, Índia, que ajuda estrangeiros a se adaptarem à cultura indiana, lembra de um cliente que trabalhou para a Ford na Índia em meados dos anos 90. O cliente era canhoto e usou sua mão esquerda para cortar a fita da inauguração de um banco.
"A mão esquerda é considerada inauspiciosa na Índia e houve uma consternação geral", disse Manian, autora de "Doing Business in India for Dummies" (algo como 'Negociando na Índia, para iniciantes'). "A fita foi reatada novamente e cortada de novo com a mão direita."br> Manian lembrou de outra ocasião em que um americano no setor de construção ofendeu um engenheiro indiano que trabalhava para ela na Índia. O americano chamou o engenheiro estalando os dedos e curvando o dedo indicador. Para um indiano, tal gesto é insultante e degradante. O engenheiro, que também estava incomodado com o uso daquela palavra de quatro letras no início daquela semana, pediu demissão.
"O chamado com o dedo indicador foi a última gota e o indiano me disse que se sentiu tratado como um cão", disse Manian. "O americano ficou pasmo quando lhe contei e mudou de tom durante o restante do projeto, mas ele já tinha perdido um de seus melhores engenheiros indianos, que ele tinha treinado por três meses para o projeto."
O que não fazer, e o que fazer, em jantares Modos à mesa também colocam muitos viajantes americanos a negócios em apuros, disseram especialistas em etiqueta. Nos Estados Unidos e no Reino Unido, é habitual colocar as mãos no colo quando não estão sendo usadas. Mas isto "demonstra maus modos" na França e em outros países, onde as mãos e pulsos devem permanecer sobre a mesa, disse Tamiko Zablith, uma consultora de etiqueta e protocolo na França e Inglaterra. "Você também não deve deixar a mesa antes do término da refeição, mesmo se precisar ir ao banheiro", ela disse.
Em algumas regiões da Ásia, é "sinal de prazer arrotar após a refeição" e você "deve sugar o macarrão fazendo bastante barulho", disse Zablith. Os viajantes a negócios devem pesquisar a etiqueta dos pauzinhos porque ela varia entre os países asiáticos. Na China, por exemplo, as pessoas pegam a tigela de arroz e usam os pauzinhos. Os coreanos não pegam a tigela de arroz e geralmente usam uma colher.
Quando em um jantar no Oriente Médio, Norte da África ou outras terras muçulmanas, sempre use a mão direita, porque a esquerda "é considera impura e desrespeitosa", disse Zablith.
Outro alerta: "Nunca torça o nariz para um prato local", disse Morrison. "Pode ser o item de maior prestígio no cardápio, que compraram a um grande custo apenas para você."
Jerry Galiger, de Winston-Salem, Carolina do Norte, um viajante freqüente a negócios, cometeu uma gafe sem dizer uma palavra. Durante sua primeira reunião na França com sua empresa com sede no Reino Unido, ele bebeu vinho tinto, depois passou para o branco.
"Pelas expressões do grupo, era possível imaginar que tinha me exposto", disse Galiger, cuja empresa produz sistemas de armazenamento. "Eu posteriormente descobri que você nunca toma um branco após um tinto, porque não pode desfrutar do buquê do branco depois de beber um tinto."
Choques culturais não se limitam a indivíduos ou grupos de pessoas que discutem ou negociam um acordo comercial. Toda uma empresa pode sofrer com diferenças culturais. A aquisição por US$ 36 bilhões da Chrysler americana pela Daimler-Benz alemã em 1998 foi marcada pelo "choque cultural mais significativo no mundo dos negócios da recente memória", disse Solomons. A meta da fusão era criar uma gigante automotiva internacional, mas não aconteceu. Em maio, a Daimler-Chrysler vendeu o grupo Chrysler, que apresentou um prejuízo de US$ 2 bilhões no primeiro trimestre deste ano.
Apenas o choque cultural não explica plenamente o fracasso da Daimler-Chrysler, mas foi um elemento aparentemente destrutivo desde o início. Após a fusão, executivos alemães e americanos "gastaram muito tempo brigando em torno do tamanho do novo cartão de visita da empresa", disse Jeswald Salacuse, um professor da escola de direito e diplomacia da Universidade Tufts. "Ele seguiria o tamanho pequeno do cartão americano ou o maior, mais comum na Europa?"
A disputa simbolizou as profundas divisões que impediram a empresa de se tornar uma unidade coesa. "Grande parte do desastre, como eles reconheceram, foi causada pela falta básica de entendimento das diferenças nacionais e, conseqüentemente, corporativo-culturais de cada um", disse Solomons.
Muitas corporações previnem seus funcionários de botarem os pés pelas mãos ao educá-los sobre as culturas, costumes e modos estrangeiros. Mickey David, um empresário de Houston, disse que sempre estuda as culturas e costumes do país antes de ir. Sua empresa de saúde oferece cursos online e outras informações para os funcionários antes de visitarem outros países. Susan Jacobsen, que trabalha para uma firma de direito de Washington e planeja reuniões de negócios internacionais há 10 anos, sugere o site www.executiveplanet.com. Ela disse que o site tem dicas como: "Os franceses passarão ao inglês se verem que você está se atrapalhando".
Tais recursos podem ser valiosos para não-viajantes, porque o mundo dos negócios está confrontando uma "curva de aprendizado de etiqueta" para novas tecnologias, disse Sue Fox, autora de "Business Etiquette for Dummies". Os dispositivos eletrônicos que permitem comunicação instantânea também abrem a porta para ofender pessoas em outros países. "Comporte-se da mesma forma como se estivesse em uma conversa face a face com eles", alerta Fox.
O aprendizado dos costumes e cultura de um país estrangeiro "indica respeito pelo outro lado, e respeito é importante no desenvolvimento de um relacionamento de negócios", disse Salacuse da Tufts. "O fato de não ter aprendido a história e os costumes coloca em dúvida a sinceridade de quão comprometido você está em fazer negócios no país."

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

MARKETING DIGITAL E REPUTAÇÃO EMPRESARIAL

MARKETING DIGITAL E REPUTAÇÃO EMPRESARIAL

Na esteira do google
Surgem as primeiras agências brasileiras especializadas em defender a reputação das empresas na internet — um problema que atinge negócios de todo o planeta
Por Paula Barcellos

EXAME 10.07.2008

Apesar de uma sólida carreira como colunista do diário inglês The Guardian, o jornalista americano Jeff Jarvis não figurava, até o ano passado, na constelação de estrelas da internet. Criador de um blog chamado Buzz Machine, Jarvis usava o espaço para escrever sobre mídia online e comentar sobre o futuro do jornalismo. Era mais um em meio a tantos outros. A situação começou a mudar quando ele comprou um laptop da Dell, uma das mais respeitadas fabricantes de computadores do mundo. Como a máquina veio com defeito e a companhia não resolvia o tal problema, Jarvis resolveu partilhar seu infortúnio na internet. Irônico, apelidou o caso de “Dell Hell” (Dell Inferno) e, a partir daí, o alcance de seu blog e a reputação da empresa sofreram drásticas transformações. Até o segundo semestre do ano passado, quando alguém digitava o nome da Dell no Google, apareciam mais de 5 milhões de resultados relacionados à expressão “Dell Hell” — quase todos escritos por consumidores irados com a empresa. Para Jarvis, o que começou como uma tremenda dor de cabeça se transformou em uma janela para o estrelato. Para a Dell, foi uma lição tão dolorosa que, num recente encontro da Word of Mouth Marketing Association, nos Estados Unidos, o vice-presidente da companhia, Bob Pearson, disparou: “O Google hoje é a nossa mais importante home page”.

O drama vivido pela Dell está longe de ser um caso isolado. Empresas de todos os portes têm enfrentado situações semelhantes na internet — e os grandes responsáveis por essa ameaça, ainda que sem nenhuma intenção, são exatamente os sites de busca. Ao mesmo tempo que eles ampliam a visibilidade das empresas, dando oportunidade para que o internauta conheça mais sobre a companhia e eventualmente até compre seus produtos, também expõem as corporações a uma enxurrada de críticas, vindas de blogs e grupos de discussão, que podem provocar danos graves à reputação. Por causa desse efeito colateral, vem ganhando espaço um novo tipo de agência de publicidade: aquela que procura auxiliar as empresas a lidar com o lado negro do Google e de seus congêneres. Nos Estados Unidos, essa atividade, conhecida como searching engine optimization (SEO), está rapidamente se incorporando às estratégias de comunicação de muitas companhias — nos últimos 12 meses, as agências que se dedicam a esse mercado faturaram cerca de 8 bilhões de dólares. E a Dell, claro, tornou-se uma cliente. No Brasil, o sistema ainda é pouco conhecido, mas empresas como GM, banco Real, Cyrela, Motorola e SulAmérica já adotaram a novidade. “Se o consumidor migra para o digital, temos de acompanhá-lo não só na hora da compra mas em todo o processo”, diz Samuel Russel, diretor de marketing da GM.

O poder de um clique

Características do SEO, um produto desenvolvido pelas agências de marketing digital para melhorar a imagem das empresas no Google

O que é
O serviço, chamado de search engine optimization (SEO), faz com que as empresas tenham maior controle sobre a maneira como aparecerão no site de buscas Google

Como funciona
O primeiro passo é avaliar a imagem do cliente na internet, vasculhando de blogs a grupos de discussão. Depois, elabora-se uma estratégia, que pode ser a reformulação do site ou a geração de notícias, para reverter os casos mais negativos

Principais empresas que adotam o sistema no Brasil
GM, banco Real, Intel, Motorola, Dell e SulAmérica

Tamanho do mercado nos Estados Unidos
Cerca de 8 bilhões de dólares

Fonte: IAB/ Omniture


Em linhas gerais, o serviço oferecido por essas agências é uma espécie de vacina contra os males proporcionados pelo excesso de visibilidade na internet. Elas começam fazendo uma varredura de tudo o que é publicado sobre a empresa-cliente na rede. Identificados os problemas, como blogs ácidos ou grupos de discussão com críticas à companhia, parte-se para a reação: uma campanha de inteligência em que as agências digitais veiculam fatos positivos e que possam ser indexados pelos sites de busca. Além disso, elas mexem na home page da empresa de forma que as palavras mais digitadas pelos internautas remetam à página da companhia e evitem, ao máximo, os blogs mais críticos. Um trabalho desse nível, que implica geração de fatos e conteúdo para enfatizar a integridade da empresa, custa em torno de 100 000 reais por mês, preço relativamente baixo levando-se em consideração os resultados prometidos. “Depois das mudanças, os sites das empresas chegam a receber até 20% a mais de acessos. Tudo isso num período de, no máximo, seis meses”, diz Marcelo Sant’lago, diretor de novos negócios da Mídia Click, agência brasileira que tem entre seus clientes companhias como Motorola e Cyrela.

Agências como a Mídia Click e todo esse mercado devem sua existência, em larga medida, ao fenômeno Google. Quando alguém procura informações sobre um assunto na internet, em geral recorre ao site criado por Sergey Brin e Larry Page. Estima-se que uma em cada seis pessoas no planeta faça isso diariamente, o que dá a incrível marca de 1 bilhão de usuários. Só nos Estados Unidos, e apenas no mês de maio, foram nada menos que 94 milhões de internautas diferentes acessando o site da empresa — cerca de um em cada três americanos. Embalado por esses números, o Google tornou-se também um modelo inovador de publicidade, possibilitando às empresas que elas apareçam, por meio de links patrocinados, no exato momento em que o consumidor vasculha a internet em busca de informações que tenham a ver com os produtos ou os serviços oferecidos pelas companhias. O que ninguém controlava, pelo menos até recentemente, era como a imagem corporativa apareceria nos resultados da busca. A partir de casos como o da Dell, surgiu a oportunidade para um novo nicho, que, por sinal, tem sido visto com entusiasmo pelo Google. “Para nós, o clique só é positivo quando é bom para o cliente”, diz Felix Ximenes, diretor de comunicação do Google no Brasil. Infelizmente, para muitas empresas, isso não acontece sempre. Ainda hoje, quando se digita a expressão “Dell Hell” no Google, aparecem cerca de 400 000 resultados.

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

HARLEY DAVIDSON - Um Mito sobre duas rodas

Lembram-se quando comentei sobre a Halley Davidson em nossa aula? Veja este artigo sobre este mito americano:

A partir da quinta-feira, pelo menos 200 mil motos Harley-Davidson vão mudar a rotina da cidade de Milwaukee, no Estado americano de Wisconsin. Durante três dias, com direito a uma megafesta às margens do Lago Michigan, será celebrado o centenário da Harley, que virou um ícone da geração da contracultura - símbolo de liberdade, rebeldia e da vida on the road (na estrada).
A cidade está agitada desde o dia 17, data em que os proprietários de Harley do mundo inteiro - os 'harleyros' - foram convocados para 'a volta para casa'. Desde o chamado, Milwaukee tem recebido 15 mil turistas por dia. Na celebração, haverá shows de blues e rock, visitas à fábrica, exposições e queima de fogos. A entrada é livre na maioria dos eventos. Os locais mais disputados, como a 'grande festa', porém, são pagos e os ingressos precisam ser adquiridos com antecedência. O engenheiro gaúcho Ricardo Arino, de 40 anos, está empolgadíssimo com a viagem. 'É imperdível. Festa melhor somente a dos 200 anos', aposta. Depois do encontro, Arino vai percorrer um trecho da Rota 66, estrada de 4 mil quilômetros que liga Los Angeles a Chicago, cortando oito Estados.
A primeira Harley-Davidson nasceu numa garagem de Milwaukee em agosto de 1901. William Harley e Arthur Davidson usaram uma lata de molho de tomate no lugar do carburador e adaptaram um singelo motor a gasolina em uma bicicleta comum. Sem querer, criaram a mais tradicional fábrica de motos do mundo, dona de um design clássico inconfundível, que foi apresentado ao público pela primeira vez em 1903. Aos poucos, a marca Harley-Davidson tornou-se sinônimo de um estilo de vida. 'Qualquer trajeto a bordo de uma Harley, por mais simples que seja, é um ato de rebeldia. Qualquer brisa é um vento de liberdade', define o historiador inglês John Monikki.
Sílvio Avila/ÉPOCA
VETERANOSXisto, Ternes, Ricardo e Arino (da esq. para a dir.) embarcam no dia 26 para o centenário da Harley
A construção do mito contou com um empurrão e tanto da indústria cinematográfica. O ronco inconfundível da Harley dividiu a cena com galãs e astros do rock. Na década de 50, Elvis Presley decorou o cenário de um show com uma Harley. Pouco tempo depois, Dennis Hopper e Peter Fonda atravessaram os Estados Unidos num modelo Chopper em Sem Destino (Easy Rider, 1969), embalados por uma trilha sonora que incluía Jimi Hendrix, The Birds e Steppenwolf. Hopper e Fonda associaram a Rota 66 à história da Harley e criaram o ideal de liberdade em cima da moto. A obra mais recente foi Exterminador do Futuro 2, em que Arnold Schwarzenegger devora o asfalto com uma Fat Boy.
A Harley-Davidson começou como um ícone de jovens rebeldes, mas com o tempo seu perfil mudou. A moto baratinha, comprada pelos hippies nos leilões de motos velhas da polícia, virou objeto de culto, adquirido por senhores endinheirados de meia-idade. Seus principais compradores hoje são profissionais liberais entre 35 e 50 anos. O preço - um exemplar com acessórios pode custar R$ 140 mil - e o fato de ser indicada para passeio, não para correr, acaba deslocando a atenção dos jovens para as motos japonesas, mais ágeis e baratas. Com peças pesadas e resistentes, a Harley perde em velocidade e tecnologia para os modelos modernos do mercado. Ela evoluiu, mas conservou o design clássico. A mais recente, a futurista VRSC V-ROD, apresentada em 2000 antecipando o centenário, foi feita em parceria com a fábrica de automóveis alemã Porsche em edição limitada. A V-ROD tem 115 cavalos de potência e motor de 1.130 cilindradas. 'É agressiva e bem musculosa', comenta Lúcio Palmer, engenheiro de 35 anos, que viu o modelo em exposição nos Estados Unidos. A preciosidade foi desenvolvida com a participação do piloto alemão de Fórmula 1 Michael Schumacher e custa R$ 295 mil.

Fonte: Epoca on line - maio-2003
http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EDG59541-6014,00.html

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

MARKETING - Questão de tradução



Marketing - A Questão da Tradução para o Português


Não obstante, em alguns setores acadêmicos mais tradicionalistas e conservadores, permanece o desejo respeitável de nacionalizá-la, i.é,dar-lhe tradução mais "pura" em nosso idioma, o que se tenta desdemeados da decada de 40, quando o termo norte-americano foi introduzidono Brasil.
Neste texto registram-se as principais ocorrências nesse sentido,dicionarizadas.
MARKETING - Principais definições formaisSão muitos os enunciados das definições de Marketing, pelos diversosautores. Contudo, as variações ocorrem mais na forma vocabular do queno significado essencial.
Definição-padrãoRecomenda-se tomar como padrão o enunciado mais difundidouniversalmente e, portanto, consagrado, que é o da AMA - American Marketing Association:

- Marketing é a execução das atividades de negócios que encaminham ofluxo de mercadorias e serviços, do produtor aos consumidores finaisindustriais e comerciais.

A esta definição básica, para melhor elucidação, gostaríamos deacrescentar dois adendos de autores renomados:
l) Adendo Gerencial, de Jerome McCarthy:"
... de maneira a satisfazer clientes e a realizar cs objetivos da empresa."
2) Adendo societal, de Philip Kotler:"
... observando sua responsabilidade de garantir o bem-estar doconsumidor e do público, a longo prazo".
Definições diferenciadas de Mercadização, Mercadologia e Merceologia
Desde meados da decada de 40 buscou-se, no Brasil, traduzir Marketingpara o vernáculo. Dessas buscas resultaram as definições registradas no "Glossário de Mercadologia" da Fundação Getúlio Vargas - F.G.V., de 1962, o qualdistingue os três termos, a saber:
1) Mercadização - Exatamente igual à definição da A.M.A. citada acima.Portanto, Mercadização á a atividade, o fazer.Exemplos:Fulano é o Gerente de Mercadização da Empresa X.O plano de Mercadização da empresa é ótimo.
2) Mercadologia - Estudo sistemático da Mercadização, quer sob os aspectos descritivosou analíticos.Portanto, Mercadologia é o estudo, o saber.Exemplo:Fulano é Professor (ou estudante) de Mercadologia. O curso de Mercadologia desta Escola é um dos melhores.
A palavra Mercadologia aparece escrita pela primeira vez no Brasil nolivro "Ciência da Administração", de Alvaro Moitinho, em 1947.
3) Merceologia - Planejamento dos bens econômicos a serem mercadizados, ou seja:planejamento do produto ou serviço certo, no local certo, no tempocerto, em quantidades certas e ao preço certo.
Portanto, nesta acepção, Merceologia é sinônimo perfeito de Merchandising.
Marketing: significado literal. A palavra inglesa Marketing é, a rigor, intraduzível ipsis verbis parao português, isto porque é um gerúndio, forma verbal nominal latina,que se perdeu em nosso idioma vivo e que equivaleria ao particípio dofuturo passivo latino, deixando como traço residual a dessinênciando(a).
A tradução mais próxima possível do literal seria uma expressãocomposta, algo assim como:
- Fazendo o Mercado

- Operando o Mercado

- Executando a Mercadização.

Por Cid Pacheco 01/05/2007 - Portal do Marketing

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Pague quanto quiser - Restaurante inovador


Com essa proposta, um restaurante faz sucesso na Austrália


O Lentil as anything, de Melbourne, na Austrália, adotou uma estratégia inovadora e ousada. Uma placa na porta convida os clientes a pagar o que acharem justo pelo que comem. A proposta tem dado certo e está atraindo a atenção e a simpatia de um número cada vez maior de clientes.

Difícil é entender o segredo dessa gestão inusitada. O cliente realmente paga quanto quer. 'Às vezes, as pessoas pedem uma sugestão de valor, mas nós não damos. Dizemos para elas estabelecerem o preço de acordo com a qualidade da refeição servida', diz Leandro Palacio, um dos responsáveis pela casa. No cardápio, nada de números. Para pagar, apenas uma caixa estilo cofre com um pedaço de papel escrito 'demonstre sua generosidade aqui'. O menu reforça a mensagem: 'Pague quanto você achar que sua experiência valeu!' Na prática, o cliente entra, pede a refeição, deposita o valor na caixa e sai. Simples assim.

Como se trata de um estabelecimento comercial, algumas perguntas surgem automaticamente. Como garantir o faturamento no fim do mês? E se os gastos forem maiores do que o faturamento? Por incrível que pareça, questões como essas não trazem preocupação. Segundo o idealizador, Tony Kenyon, quando as contas estão apertadas, os funcionários abrem o jogo. 'Explicamos para os clientes que estamos passando por dificuldades e pedimos que levem isso em consideração antes de sair do restaurante', diz. O recado produz o efeito desejado. 'A clientela normalmente é muito generosa. Além disso, gosta da nossa comida o suficiente para não deixar que a empresa feche por falta de dinheiro.' Segundo Kenyon, as pessoas pagam em média de US$ 10 a US$ 15 cada, quantia condizente com as despesas e também compatível com os preços praticados pelos estabelecimentos vizinhos. Mas é bem verdade que a renda oscila bastante e fica totalmente à mercê da generosidade alheia. Kenyon conta que há quem já tenha pago US$ 200 por um único copo de água e quem desfrute de uma refeição completa desembolsando US$ 0,50 . Em geral, um compensa o outro.

Outra curiosidade é o formato do negócio. Não existe um dono ou um grupo definido de sócios. Funciona mais como uma cooperativa, onde os 25 colaboradores têm participação nas decisões e compartilham dos mesmos valores e filosofias alternativas. Graças a essa característica e ao fato de não buscar lucro em primeiro lugar, o restaurante foi classificado pelo governo australiano como entidade sem fins lucrativos e está isento de impostos.

O conceito do restaurante, que mistura um pouco de hippie e esotérico, pode ser visto da gestão à culinária. Os pratos são vegetarianos e orgânicos e a decoração simples, baseada no ecologicamente correto e no que se considera 'energia positiva'. O clima descontraído e a localização estratégica, próxima de circuitos boêmios, garantem o movimento e fazem do restaurante um ponto de encontro.